quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Sal Rosa do Himalaia é sucesso nos Spas Internacionais
A origem do Sal Rosa do Himalaia
A cordilheira do Himalaia se estende por toda a Ásia, passando pela China, Nepal, Mianmar, Paquistão, Butão, Afeganistão e Índia.
Há centenas de milhões de anos atrás, esta era uma área coberta pela água do mar, mas ao longo dos tempos, as placas tectônicas da Terra se moveram e elevaram as montanhas. A água do mar evaporou-se, mas todos os seus minerais foram cristalizados sob o calor do sol e formaram o que hoje conhecemos como o sal rosa do Himalaia.
Além de ser mantida em um ambiente limpo e cercada por neve durante todo o ano, a camada de sal também foi coberta por lava de vulcões locais que a protegeu da poluição moderna. Isto leva a crer que o sal Rosa do Himalaia é o sal mais puro encontrado no nosso planeta e consiste em uma das melhores fontes de minerais naturais do planeta, exponencialmente mais saudável do que o sal de mesa processado que a maioria das pessoas usa diariamente.
Recomenda-se que o banho seja morno, próximo da temperatura corporal normal, e que se use cerca de 1 quilo de sal para 30 litros de água.
O sódio, quando ingerido, ajuda a regular o volume de sangue e, assim, a pressão arterial. Ele também traz benefícios para o controle das contrações musculares, das transmissões nervosas e das funções do coração.
Minerais em sinergia
Da mesma forma que vitaminas e minerais estão em perfeita sinergia embalados em frutas e vegetais, também no sal rosa os minerais trabalham coesos trazendo benefícios para o corpo. Sinergia é definida como a interação de vários elementos para produzir um efeito diferente ou maior do que a soma de seus efeitos individuais. O sal rosa contém 84 minerais, incluindo sódio, cloreto, cálcio, potássio, enxofre, fósforo, ferro, magnésio, iodo, boro, cromo, cobre, manganês, molibdênio, selênio, zinco, carbono, platina e selênio. Devido a esta variedade de minerais, ele é considerado mais saudável do que o sal de mesa regular, composto somente por cloro e sódio, com adição de iodo e substâncias químicas como ferrocianeto de sódio e aluminossilicato (agentes antiaglomerantes).
Benefícios do sal rosa do Himalaia
Sal é um nutriente essencial à vida. Sua importância é tão grande que "salário" vem de "sal", porque os romanos eram pagos com saquinhos de sal, e exploradores europeus trocavam ouro por sal. O oceano interior do corpo é salgado e sem sal inúmeras reações químicas que oferecem suporte à função enzimática, geração de energia, produção de hormônios, transporte de proteínas e muitos outros processos bioquímicos, simplesmente não funcionam. Alguns exemplos:
- Compõe o plasma sanguíneo, fluído linfático, fluído extracelular e líquido amniótico
- Atua no equilíbrio hidroeletrolítico e estabiliza o pH corporal (acidez/alcalinidade)
- Leva água e nutrientes para dentro e para fora das células
- Contribui para regular a pressão arterial
- Age no desenvolvimento de células gliais no cérebro, responsáveis pelo pensamento criativo e capacidade de planejar
- Ajuda o cérebro a se comunicar com os músculos e a comandar os movimentos
Sal do Himalaia como medicamento
Historicamente, o sal do Himalaia sempre foi considerado extremamente valioso.
Ele era usado pela aristocracia desde os tempos antigos e era chamado de “ouro branco”.
Aqui estão algumas das suas vantagens para a saúde:
– É facilmente absorvido e evita a desidratação do organismo.
– Regula o nível da água e eletrólitos do corpo.
– Regula o nível de açúcar no sangue e previne o desenvolvimento de diabetes.
– Ajuda a regular o metabolismo e os processos digestivos.
– Equilibra o pH das células.
– Previne o envelhecimento do organismo.
– Apoia a saúde do trato respiratório, especialmente os seios paranasais.
– Ele ajuda a fortalecer os ossos, especialmente os das crianças em crescimento.
– Regenera as células do cérebro e ajuda a melhorar a
concentração e o sono saudável.
concentração e o sono saudável.
– Previne cãibras musculares.
– Melhora a circulação sanguínea e contribui para a saúde do sistema vascular.
– Ele contribui para a desintoxicação e purificação do sangue.
– Ele melhora o funcionamento do fígado e dos rins.
– Ele também pode ser usado para inalação no caso de problemas de sinusite, dor de garganta, asma ou bronquite.
– Contribui para a melhoria de todo o nível de energia do corpo.
Na estética é ótimo para perda de medidas,celulite,rejuvenescer o corpo e um dos melhores meios de detox.
O sal do Himalaia também é ótimo para tratar enxaquecas.
Usado sem excessos, não há nenhum efeito negativo – ele não prejudica nem os rins nem o estômago e rins.
Banhos Terapeuticos - Ducha Vichy
É uma terapia de jatos de água quente,que são dirigidos com pressão e melhor ainda, sincronizados com uma massagem relaxante. Também é conhecida como “Ducha da Chuva”, o processo tem origem francesa, na cidade de Vichy . Essa cidade é conhecida mundialmente por suas águas medicinais, onde os tratamentos de hidroterapia são amplamente praticados.
Apesar de não ser tão difundida no Brasil, a técnica já é uma das mais populares em termos de tratamentos de hidroterapia nos SPAs e termas de todo o mundo.
Os jatos do banho são lançados diretamente sobre o corpo, através de uma barra com 5 jatos de água estrategicamente posicionados ao longo dos chakras. Benefícios? Relaxa os músculos, liberta as tensões acumuladas e estimula a circulação sanguínea.
Concilia os benefícios da água com os da massagem e, pode ainda, com um tratamento estético ser combinada com esfoliações.
Uma barra horizontal localizada acima de uma maca, estrategicamente bombeia água ao longo dos pontos de energia vitais do corpo, conhecidos como chakras. Antes disso, é feita uma esfoliação corporal pelo profissional. Logo após, aliado aos jatos, o terapeuta realiza uma massagem relaxante para remover o esfoliante. Além dos jatos de água, um sistema de luzes multicoloridas é utilizado em cromoterapia, intervenção que usa as cores para recuperação física.
A água pode atingir 38º, mas pode ser alternada com jatos de água fria, já que a alta temperatura também traz malefícios à pele. Cosméticos pré-selecionados agem em benefício da pele combatendo a celulite já que durante a sessão ocorre o aumento da vascularização dos tecidos da derme. E o que isso quer dizer? Que há melhorias na oxigenação da pele, hidratando e nutrindo.
Revigorante, o tratamento pode ser feito até três vezes por semana. No entanto, ele é contra-indicado em casos de pele inflamada, fragilidade vascular, doenças infecciosas, hemorragias e por quem tem pressão baixa.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Dicas para peles negras...
Quem possui pele negra ganhou uma ajudinha da genética, já que esse tipo de cútis apresenta um alto nível de melanina e colágeno, deixando-a mais resistente ao sol e ao envelhecimento. No entanto, essa pele merece atenção especial para que não sofra com problemas como manchas no rosto, excesso de oleosidade e foliculite.Indispensável o uso de filtro solar e sabonetes específicos. Confira as dicas e conquiste uma pele viçosa e uniforme!
Saiba qual é o diferencial da pele negra
A pele negra possui um nível alto de melanina, o que promove uma proteção natural ao sol. Além disso, possui mais colágeno que as outras cútis, deixando-a mais elástica e resistente aos efeitos do tempo, como rugas e linhas de expressão. E, por ser mais espessa e firme, demora mais a ficar flácida e, dificilmente, apresenta celulite. “No entanto, o diferencial da pele negra pode ser, também, o seu maior mal. Devido a hiperpigmentação, há mais propensão à manchas de pele, como melasma. Já o alto nível de colágeno, por exemplo, pode resultar em queloides”.
A pele negra é, necessariamente, oleosa?
A pele negra pode apresentar todos os tipos: normal, mista, seca e oleosa. No entanto, a oleosa é a mais comum, já que a secreção das glândulas sudoríparas é maior nesse tipo de pele, tornando-a assim por natureza. Sendo assim, favorece o surgimento de acne e foliculite.
Proteção solar é essencial para a pele negra
Apesar de ser mais resistente ao sol, apresentando um fator de proteção natural de 13.4, recomendamos o uso do filtro solardiariamente, inclusive em dias nublados ou em ambientes fechados. "Normalmente, indico sabonete específico para a pele do paciente e o filtro solar com FPS 15, no mínimo, com reaplicação a cada três horas". Outros produtos, como anti-idade, serum antioxidante e tônicos faciais, também podem ser indicados para uso diário.
Manchas: um problema comum em peles negras. Descubra o motivo
A abundância de melanina pode acelerar o surgimento de manchas, pois durante a cicatrização a pigmentação é ativada. "Qualquer processo inflamatório ou que cause irritação pode gerar o escurecimento da pele",como exemplo as marcas causadas pela acne.
Como evitar as manchas na pele negra?
Para evitar as manchas, o paciente deve buscar tratamento preventivo. “Primeiro, é preciso evitar que a pessoa tenha a alteração cutânea e, consequentemente, uma inflamação que pode causar o escurecimento”,Para os pacientes que já possuem espinhas, as substâncias clareadoras e antiacne são aliadas ao tratamento.
Além do protetor solar, recomenda=se produtos compostos por vitamina C, kojico,mandélico ácido fítico e alfa-hidroxiácidos para a prevenção de manchinhas. Já para o tratamento na clínica, uma das escolhas da médica é o laser fracionado.
Confira dicas para evitar a foliculite após a depilação
Outra dica da dermatologista é hidratar a pele após a depilação com cera ou lâmina de barbear, já que, assim, ela fica mais protegido contra agressões ambientais e a foliculite. A escolha de um sabonete esfoliante também contribui para o desaparecimento dos pelos encravados. Caso o problema persista, a depilação a laser pode resolver, definitivamente, o problema.
domingo, 11 de dezembro de 2016
Aromaterapia I
AROMATOTERAPIA
É a ciência e também a arte da terapêutica por meio da utilização de substâncias aromáticas naturais – os óleos essenciais;
É um ramo da osmologia que consiste no uso de tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo.
Óleos Essenciais
Óleos essenciais são substâncias voláteis extremamente concentradas, que possuem princípios ativos de acordo com suas composições químicas. Dependendo da planta, o óleo essencial terá características diferenciadas de aroma, cor e densidade.
São provenientes de folhas, flores, talos, caules, casca, raízes ou outro elemento, produzidos praticamente por todas as plantas, principalmente pelos vegetais superiores - Fanerógamas.
São constituídos por centenas de substâncias químicas, como álcoois, aldeídos, ésteres, fenos e hidrocarbonetos;
São provenientes de folhas, flores, talos, caules, casca, raízes ou outro elemento, produzidos praticamente por todas as plantas, principalmente pelos vegetais superiores - Fanerógamas.
São constituídos por centenas de substâncias químicas, como álcoois, aldeídos, ésteres, fenos e hidrocarbonetos;
Os óleos essenciais podem ser usados diluídos em veículos carreadores sobre a pele, através de massagens, cremes, loções, gel ou puro, através da inalação. Dependendo da forma de uso provocará efeitos físicos, mentais e emocionais, alterando a respiração, os batimentos cardíacos, pressão arterial, estados de ânimo, concentração, etc.
Óleos vegetais
São óleos graxos, chamados carreadores, prensados a frio; O que se utiliza em aromaterapia para conduzir os óleos essenciais, através de massagens, para a epiderme, derme, corrente sanguínea e linfática, etc, e pela estrutura molecular dos vegetais é possível esta absorção completa dos óleos essenciais;
Diferença entre óleo essencial e essência
Os óleos essenciais possuem propriedades terapêuticas herdadas da planta a qual foi extraído, as essências são criadas em laboratório, são mais baratas e reproduzem com perfeição diversos aromas, porém não tem ação terapêutica;
Como os óleos essenciais agem?¨
Na área emocional:
Quando o olfato é estimulado externamente pelas moléculas dos óleos essenciais, estes entram em contato com os receptores olfativos. Estas moléculas são decodificadas, encaixando-se especificamente no receptor correspondente ao epitélio olfativo.
Estes estímulos codificados são transmitidos ao sistema límbico, onde as memórias emocionais são arquivadas e a outras partes que controlam o humor e as identidades mais profundas como tálamo, hipotálamo e hipocampo
Para abrir este arquivo emocional, basta um pequeno estímulo chamado aroma, que tenha semelhança com o aroma na ação ocorrida na época;
A partir deste momento a memória olfativa entra em ação, trazendo a tona todas as sensações tidas no primeiro contato com o aroma chave;
Os óleos essenciais podem ativar diretamente ambas estruturas, o lobo límbico e o hipotálamo;
A inalação dos óleos essenciais pode auxiliar no combate ao estresse e trauma emocional e também estimular a produção de hormônios do hipotálamo que resultam em aumento de hormônios da tireóide e hormônios do crescimento;
Fisiologicamente
Os óleos essenciais podem ser utilizados de forma tópica ou inalando;
Quando utilizamos na aplicação de massagens eles penetram na pele, seus componentes químicos começam interagir com o organismo em aproximadamente 27 minutos, esta é a forma mais eficaz para se ter um bom resultado;
Experiência do alho na sola dos pés;
O óleo essencial também penetra através do bulbo do folículo piloso. As palmas das mãos apresentam a espessura da pele maior e não possui folículo piloso, o que resulta que o óleo essencial penetrará preferencialmente no massageado do que no massageador;
- ¨Sistema Respiratório: serão expectorante, antiespasmódico, anti-séptico,etc;
- ¨Sistema Digestivo: serão antiespasmódico, estomáquico, digestivo, carminativo, hepático;
- ¨Sistema Genito-urinário e endócrino: tônico uterino, regulador endócrino, anti-séptico, afrodisíaco, estimulante adrenal, etc;
- ¨Sistema Imunológico: antivirótico, bactericida, agente febrífugo, diaforético, etc
- ¨Sistema Nervoso: sedativo, estimulante, tônico, revigorante, etc.
Classificação dos Óleos essenciais
Os perfumistas classificam os Óleos Essenciais também de acordo com a sua volatilidade, ou seja, a velocidade com que eles se evaporam quando expostos ao ar.
Este sistema de classificação é de grande interesse para os aromaterapeutas por causa do vínculo existente entre a taxa de evaporação e o efeito que os óleos têm sobre a mente e o corpo.
CONTINUA...
sábado, 10 de dezembro de 2016
ÁCIDO HIALURÔNICO...
O ácido hialurônico é
uma substância produzida naturalmente pelo nosso organismo. Sua função é
preencher os espaços entre as células, assim como hidratá-las, uma vez que, ele
tem a capacidade de reter até mil vezes mais água que o seu próprio volume.
É geralmente
utilizado para os preenchimentos cutâneos, na região da face, como rugas e
sulcos. A permanência do ácido hialurônico é de aproximadamente um (1)
ano, podendo variar de paciente para paciente, já que sua duração é muito
influenciada pela idade e hábitos de vida. Após a sua aplicação, o rosto tem
reações de inchaço e vermelhidão que desaparecem em 48 horas. Depois de três
(3) semanas é possível realizar uma reaplicação para otimizar os resultados.
A substância foi
descoberta em 1934 pelos farmacêuticos alemães Karl Meyer e John Palmer, na
Universidade de Columbia, em Nova Iorque. No início, eles isolaram a substância
que dava forma aos olhos das vacas, descobrindo que ali continha micromoléculas
de açúcar, onde foi possível perceber a presença de ácido urônico. Com esses
dados, constataram que essa substância poderia ter fins terapêuticos.
Sua utilização
comercial começou em 1942, com o húngaro Endre Lalaza, que sintetizou este
material a partir das ideias de Meyer. Em 1996 seu uso passou para a área
cosmética, sendo sua maior utilização até os dias de hoje. Este ácido tem a
capacidade de alisar a pele e estimular a formação de colágeno.
Preenchimento com Ácido Hialurônico
Por Dr. Roberto Chacur
Sabe-se que o ácido
hialurônico diminui em nossa pele com o passar dos anos. Sabemos, também, de
sua importante função na hidratação, manutenção da elasticidade e tonicidade da
pele.
Além de sua
importante presença no tecido conjuntivo - presente em aproximadamente 56% da
pele - sua partícula é encontrada no líquido sinovial das articulações, nos
olhos (humor vítreo), na matriz extracelular, na cartilagem hialina, e em
diversas outras estruturas do corpo humano.
O ácido hialurónico pode ser fabricado em escala
industrial a partir de fermentação de bactérias ou de origem animal,
sendo que este possui um empecilho na produção e, também, a possibilidade
de reação alérgica e hipersensibilidade com maior frequência.
Existem várias opções
de ácidos hialurônicos injetáveis disponíveis no mercado, sendo que cada marca
possui diversas concentrações e diversos tipos de ligações entre as
moléculas (crosslink).
Existem diversas
divergências, estudos e discussões acerca de durabilidade, da sua relação com o
tipo de ligação entre as moléculas, da durabilidade, da densidade etc.
Toda cadeia
polimérica de ácido hialurônico é exatamente igual em todas as espécies, com a
ressalva de que, as cadeias formadas a partir de proliferação bacteriana,
tendem a ser menores se comparadas a origem animal.
As cadeias dissacarídeas
conectadas entre si formam uma longa cadeia linear que pode ser ligadas (crosslinked), formando uma macromolécula com capacidade de
reter água, manter a hidratação e elasticidade da pele. No entanto, o ácido
hialurônico corporal se encontra em constante remodelamento com a ação da
hialuronidase que existe em nosso organismo e sua durabilidade vai depender
principalmente do tipo de crosslink existente entre as cadeias de ácido hialurônico. Se
estas ligações não existissem, as moléculas seriam rapidamente absorvidas pelo
organismo e não conseguiríamos manter seu efeito preenchedor, pois a ½ vida do
ácido hialurônico no tecido humano é de apenas alguns dias.
Existem diversos
tipos de crosslinking, e é esta ligação entre as cadeias de ácidos
hialurônicos que estabilizará a molécula e fará com que ela persista, existindo
diversos métodos de “crosslinkagem”, bom como vários níveis, impactando na característica
das moléculas.
De modo geral, a matéria
prima dos produtos comercializados é a mesma. Esta, quando em contato com a
água, forma um líquido viscoso que precisa se tornar um gel estável e manter
seu volume pós-implantado, mecanismo que diferencia um produto comercializado
de outro.
Existem alguns
agentes químicos utilizados para ligar as cadeias de ácidos hialurônicos, sendo
que aprovados pelo FDA existem três – BDDE (1,4butanediol diglycidyl ether),
DVS ( divinyl sulfone) e BCDI (discarbodiimide), cada um com suas
características próprias. Após a reação destes agentes, é preciso
removê-los do produto final por algum processo de purificação, que pode ser
tóxico aos tecidos e perigoso. Esse constitui um dos principais critérios
avaliados para a liberação de um produto com ácido hialurônico pelo FDA e, por
isso, de vital importância que os órgãos fiscalizadores atuem inibindo a
proliferação e utilização de produtos com qualidade e procedência duvidosa.
O tipo e o grau de crosslink vão influenciar diretamente na dureza do produto e
também durabilidade, entretanto, existe um ponto que pode diminuir a
biocompatibilidade do produto e favorecer a formação de reação a corpo
estranho.
Outro fator
importante a ser observado e que varia muito conforme marca e modelo a ser
utilizado, é a concentração do produto (mg/ml), de modo que esta concentração
de ácido hialurônico possui tanto molecular crosslinked como não crosslinked. O ácido hialurônico livre é utilizado em vários
produtos como lubrificantes, melhorando o fluxo do produto quando utilizado,
mas não influencia no resultado final do volume, pois será reabsorvido
rapidamente.
Algumas características a respeito dos diferentes
tipos de ácidos hialurônicos:
- tamanho molecular;
- concentração de Ácido hialurônico (mg/ml);
- grau e técnica de crosslinking (BDDE - DVS - DEO);
- relação cross-linking, não cross-inking;
- tamanho das partículas do gel;
- quantidade de crosslinking;
- nível de hidratação.
Rígido, elástico,
duro, mole, cadeia grande ou pequena, capacidade de reter mais ou menos
líquido, mais coeso ou não etc. Cada marca e modelo do produto possui suas
peculiaridades, o que me faz pensar que não existe um modelo adequado para tudo.
Não podemos crer que um produto com maior dureza e menos elasticidade possa ser
utilizado naturalmente nos lábios, onde precisamos de um resultado mais “mole”
e “elástico”.
O tamanho das
partículas também é outro componente importante. Existem produtos com
partículas grandes ou pequenas, e ainda com partículas de diversos tamanhos.
Produtos com maiores moléculas e mais coesos que também precisam de maior crosslinked molecular, pois precisam passar pelos orifícios
pequenos das agulhas.
CONSIDERAÇÕES
Com essa avalanche de
produtos sendo lançados no mercado - e no Brasil de uma penetração mais fácil –
é preciso que cada vez mais, nós médicos, estejamos aptos a selecionar o que
pode ser melhor para nossos pacientes. Existem diversas características a ser
analisadas nos subtipos de ácidos hialurônicos, como tamanho das moléculas,
pureza, densidade do produto, elasticidade, dureza, coesividade, tipo de crosslink e a combinação destes, o que resulta em um produto
único e com indicação mais precisa.
Não podemos simplesmente utilizar um
produto para tudo. Cada implante líquido possui suas peculiaridades e, dentro
de cada tipo de produto, seja ele ácido hialurônico, pmma
(polimetilmetacrilato), hidroxiapatita( radiesse), ácido polilático (
sculptra), dentre tantos outros, temos submodelos com indicações cada vez mais
precisas. Por meio desta indicação, conseguiremos minimizar os riscos e
potencializar os resultados, proporcionando mais segurança e mais eficácia em
nossos tratamentos.
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